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1 novembro 2026

Convênio entre SES-DF e Apae visa zerar espera de 17 mil pessoas

Governo do DF destina R$ 7 milhões a uma parceria com a Apae para atender integralmente 17 mil pessoas com deficiência, ampliando unidades e serviços de saúde pública.

Convênio entre SES-DF e Apae visa zerar espera de 17 mil pessoas

Na manhã de 15 de outubro de 2026, a governadora Celina Leão (PP), também candidata à reeleição, oficializou um acordo histórico entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O vínculo, avaliado em R$ 7 milhões tem como missão eliminar a fila de espera de 17 mil pessoas que aguardam tratamento especializado na rede pública.

O anúncio foi feito na unidade 711/911 Norte com a presença da senadora Damares Alves (Republicanos) e das eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL). Durante a cerimônia, Celina Leão destacou que as duas primeiras unidades da Apae já realizam cerca de mil procedimentos mensais para 500 usuários cada, e que o novo acordo deve gerar mais de 13 mil atendimentos nos primeiros meses.

Como o convênio vai operar na prática

O modelo de funcionamento será integrado ao regime de fila regulada da Secretaria de Saúde. A parceria assumirá a triagem, o contato direto com os usuários e a validação dos casos que realmente necessitam de intervenção, partindo dos encaminhamentos realizados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além das consultas convencionais, a iniciativa inclui aulas de psicometria, motricidade, fisioterapia, psicologia, estimulação visual e, pela primeira vez no Sistema Único de Saúde (SUS) do DFrehabilitação visual.

Expansão da infraestrutura e novos pontos de atendimento

Para acelerar o escoamento da demanda e superar limitações de espaço nas unidades atuais, o Governo do DF cederá imóveis próprios e parte de um edifício do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) localizado em Ceilândia. Essa doação permite a abertura imediata de uma nova unidade, ampliando a capacidade de atendimento. Emendas parlamentares já foram direcionadas para a ampliação de unidades na região do Gama garantindo cobertura geográfica mais ampla.

Celina Leão ressaltou que o movimento não se restringe a crianças. “Não temos somente crianças aqui; há adultos que nunca foram diagnosticados nem tratados”, afirmou, reforçando o caráter integral da proposta, que acompanha as famílias ao longo de todo o processo de reabilitação.

Impacto esperado e projeções futuras

Com a injeção de recursos e a estruturação de novas unidades, a expectativa é que a fila de 17 mil pessoas seja reduzida a zero ainda neste mandato. O volume de atendimentos previsto – mais de 13 mil no primeiro contrato – deve criar um precedente para outras unidades da federação, que podem adotar o mesmo modelo de parceria público-privada. Acredite-se que a iniciativa será tratada como modelo nacional para a atenção a pessoas com deficiência.

O acordo também promete gerar efeitos colaterais positivos, como a qualificação de profissionais de saúde da rede pública, a maior integração entre o SUS e organizações da sociedade civil e o fortalecimento da política de saúde inclusiva no Distrito Federal.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.