A produção do filme ‘Dark Horse’ que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro tem gerado grande repercussão devido às investigações sobre seu financiamento. A Go Up Entertainment responsável pela produção, está sob escrutínio da Polícia Federal (PF) devido a despesas consideráveis, incluindo hospedagem de elenco e locação de perucas.
Os documentos apresentados à PF revelam uma série de gastos, como o aluguel de uma peruca para o ator Jim Caviezel que interpreta Bolsonaro, no valor de R$ 10 mil. Além disso, foram registradas despesas de hospedagem no hotel Unique em São Paulo, somando R$ 732 mil para Caviezel, seu agente e seguranças.
Detalhes das despesas e investigações
As despesas incluem seis notas fiscais do hotel Unique, totalizando R$ 663.165,50, e outras duas notas no valor de R$ 68.835,60 referentes à hospedagem de Keith Billiot identificado como segurança de Caviezel. Além disso, uma transferência de R$ 298.350,49 foi feita em 30 de dezembro de 2025, sob a descrição ‘Hospedagem + gorjetas e massagens Jim’.
Outras despesas incluem R$ 54.332,46 pela passagem de Caviezel, cobrindo o período de 1º de novembro a 8 de dezembro de 2025. A produção também pagou R$ 2.045 por serviços de manicure para as atrizes Lynn Collins e Camille Guaty além de R$ 3.000 pela locação de apliques para a personagem de Michelle Bolsonaro.
O papel da Go Up Entertainment e as investigações
A Go Up Entertainment está sendo investigada no âmbito do caso Banco Master que envolve supostas irregularidades no financiamento do filme. O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo da investigação em 11 de dezembro de 2025, permitindo maior transparência sobre os gastos.
A investigação busca esclarecer a origem dos recursos destinados ao financiamento do filme, a utilização da empresa Entre Investimentos como intermediária dos pagamentos, e o papel desempenhado por figuras como Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. A PF também busca entender a função do fundo Havengate Development Fund LP nos Estados Unidos, e os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior.
O que falta ser esclarecido
Apesar das informações disponíveis, ainda há muitas questões em aberto. A defesa da Go Up Entertainment afirmou que a produção foi financiada com recursos privados, mas a PF continua investigando possíveis irregularidades. A produção do filme, dirigida por Cyrus Nowrasteh retrata a campanha presidencial de 2018 e o episódio da facada em Juiz de Fora (MG).
O caso tem gerado grande interesse público, especialmente devido às conexões com o Banco Master e as figuras políticas envolvidas. A investigação continua em andamento, e novas informações podem surgir à medida que os documentos são analisados.



