Na noite de 17 de setembro, um jovem de 21 anos foi surpreendido por um assalto enquanto caminhava pela Rua Rio de Janeiro no bairro Brasil, em Uberlândia. O agressor, aproximando-se de bicicleta, exigiu um endereço, e ao não obter resposta, desembainhou uma arma, subiu a camisa e ordenou a entrega do smartphone e de um fone de ouvido. O ladrão fugiu pela contramão da Avenida Levino de Souza deixando a vítima sem defesa.
O pai da vítima, impossibilitado de encontrar respostas pelos canais oficiais, decidiu conduzir sua própria investigação. Começou a vasculhar as imagens de câmeras de segurança de casas próximas ao local do crime, na esperança de captar o momento da abordagem. Entre as gravações obtidas, destacou-se um trecho que mostrava o suspeito se aproximando, anunciando o roubo e retirando o aparelho. Apesar de também ter percorrido duas praças nos bairros Brasil e Marta Helena, o autor ainda escapava das lentes.
O crime na Rua Rio de Janeiro
Como ocorreu o assalto
Segundo relato da Polícia Militar o agressor chegou em uma bicicleta, interrogou a vítima sobre um endereço e, ao perceber a falta de colaboração, sacou uma arma, levantou a camisa para intimidar e subtraiu o celular e o fone. A ação rápida deixou pouca margem para a reação da vítima, que apenas percebeu o roubo ao ouvir o ruído da bicicleta se afastando. A investigação inicial da PM não localizou o suspeito nas buscas imediatas.
Busca do pai nas imagens de monitoramento
Sem se intimidar, o pai utilizou a internet para coletar mais evidências. Analisou centenas de registros de câmeras de segurança espalhadas pelo entorno, isolou o homem que abordou o filho e tentou cruzar as imagens com rostos conhecidos. Embora não tenha encontrado o suspeito nas praças, conseguiu identificar o padrão da bicicleta e o trajeto de fuga, informações que foram repassadas imediatamente à PM.
Celular à venda e colaboração com a PM
Três dias após o incidente, o pai acessou plataformas de venda online e deu de cara com um anúncio que chamava atenção: o aparelho possuía a mesma cor, a tela trincada e um detalhe lateral idêntico ao celular roubado. O anúncio era divulgado por um vendedor que, ao ser contactado, recusou-se a ligar a tela e acabou bloqueando a comunicação. O pai encaminhou o perfil do anunciante à polícia, que já tinha recebido as imagens do assalto.
A Polícia Militar informou que o indivíduo que aparecia no anúncio já estava detido por outro roubo a uma farmácia e que a mulher que o acompanhava havia fugido. Contudo, ao saber que o casal pretendia concluir a negociação no Terminal Central a PM armou uma operação de monitoramento e prendeu a mulher no local, concluindo assim a cadeia de investigação iniciada pelo pai.
Este caso demonstra como a iniciativa de um cidadão pode complementar o trabalho das forças de segurança, transformando imagens de vigilância e pistas digitais em provas concretas. A colaboração entre a família da vítima e a Polícia Militar de Uberlândia resultou na captura de um dos envolvidos e na identificação do autor do crime, reforçando a importância da participação comunitária nos processos investigativos.



