Quando os moradores de Piauí falam em B-R-O Bró referem-se ao período mais escaldante do ano, que abrange setembro a dezembro. Nessa fase, as temperaturas elevadas se combinam com baixa umidade, criando um cenário propício a desidratação, queimaduras solares e até queimadas. Nesta terça-feira (6), um sensor da Prefeitura Municipal instaldo em Teresina apontou a impressionante marca de 43,98°C reforçando a seriedade da situação.
Temperatura recorde e seus reflexos na saúde pública
O valor acima da média histórica eleva o risco de exaustão térmica e aumenta a demanda por serviços de saúde. A falta de umidade intensifica a sensação de calor, dificultando a evaporação do suor e, consequentemente, a regulação da temperatura corporal. Autoridades de saúde alertam para a importância de hidratação constante e de evitar a exposição prolongada ao sol, sobretudo nas faixas de maior radiação entre 12h e 15h.
Surto no consumo elétrico: números que surpreendem
Com o calor a mil, a demanda por energia disparou. Dados da Equatorial Piauí mostram que, já em agosto de 2026, o consumo estadual subiu 13,05% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em Teresina, o aumento foi de 12,83%. O pico de uso ocorre entre 21h e 23h quando as famílias retornam ao lar e ligam ar-condicionado, ventiladores e outros aparelhos que elevam a carga nas redes.
Orientações técnicas para reduzir o gasto
Abraão Galeno, executivo de estudos de desempenho da Equatorial Piauí, recomenda que os usuários mantenham os filtros do ar-condicionado limpos e evitem abrir portas ou janelas com o aparelho ligado, pois isso permite a fuga do ar já refrigerado. Ele também alerta contra a prática de programar Temperaturas extremas; idealmente o equipamento deve operar entre 20°C e 22°C. Essa faixa reduz a sobrecarga do compressor, prolonga a vida útil do equipamento e diminui a conta de luz.
Casos reais: a estratégia da família Leal
Gerson e Raimunda Leal, moradores de Teresina, contam que passam a alternar o uso de ventiladores com o ar-condicionado. “Não é viável deixar o ar-condicionado na máxima potência o tempo todo”, afirma o casal, que sente o peso da conta de luz encarecida durante o B-R-O Bró. Eles adotaram a prática de ligar o ar-condicionado apenas nas noites mais quentes, ajustando a temperatura para 21°C e recorrem ao ventilador nas horas diurnas, buscando um equilíbrio entre conforto e economia.
Perspectivas para o restante da temporada
Mesmo antes do início oficial do B-R-O Bró, a Equatorial Piauí já detectava um aumento na demanda. A empresa indica que, se as condições climáticas permanecerem semelhantes, o consumo poderá seguir crescendo, pressionando ainda mais as redes de distribuição e os orçamentos familiares. Por isso, investir em manutenção preventiva dos aparelhos e observar os horários de pico são medidas essenciais para minimizar impactos durante os meses mais quentes.



