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1 novembro 2026

Pico de 43,98°C em Teresina eleva consumo elétrico em 13%

Temperatura recorde, aumento de consumo e recomendações para enfrentar o B‑R‑O Bró em Teresina.

Pico de 43,98°C em Teresina eleva consumo elétrico em 13%

Quando os moradores de Piauí falam em B-R-O Bró referem-se ao período mais escaldante do ano, que abrange setembro a dezembro. Nessa fase, as temperaturas elevadas se combinam com baixa umidade, criando um cenário propício a desidratação, queimaduras solares e até queimadas. Nesta terça-feira (6), um sensor da Prefeitura Municipal instaldo em Teresina apontou a impressionante marca de 43,98°C reforçando a seriedade da situação.

Temperatura recorde e seus reflexos na saúde pública

O valor acima da média histórica eleva o risco de exaustão térmica e aumenta a demanda por serviços de saúde. A falta de umidade intensifica a sensação de calor, dificultando a evaporação do suor e, consequentemente, a regulação da temperatura corporal. Autoridades de saúde alertam para a importância de hidratação constante e de evitar a exposição prolongada ao sol, sobretudo nas faixas de maior radiação entre 12h e 15h.

Surto no consumo elétrico: números que surpreendem

Com o calor a mil, a demanda por energia disparou. Dados da Equatorial Piauí mostram que, já em agosto de 2026, o consumo estadual subiu 13,05% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em Teresina, o aumento foi de 12,83%. O pico de uso ocorre entre 21h e 23h quando as famílias retornam ao lar e ligam ar-condicionado, ventiladores e outros aparelhos que elevam a carga nas redes.

Orientações técnicas para reduzir o gasto

Abraão Galeno, executivo de estudos de desempenho da Equatorial Piauí, recomenda que os usuários mantenham os filtros do ar-condicionado limpos e evitem abrir portas ou janelas com o aparelho ligado, pois isso permite a fuga do ar já refrigerado. Ele também alerta contra a prática de programar Temperaturas extremas; idealmente o equipamento deve operar entre 20°C e 22°C. Essa faixa reduz a sobrecarga do compressor, prolonga a vida útil do equipamento e diminui a conta de luz.

Casos reais: a estratégia da família Leal

Gerson e Raimunda Leal, moradores de Teresina, contam que passam a alternar o uso de ventiladores com o ar-condicionado. “Não é viável deixar o ar-condicionado na máxima potência o tempo todo”, afirma o casal, que sente o peso da conta de luz encarecida durante o B-R-O Bró. Eles adotaram a prática de ligar o ar-condicionado apenas nas noites mais quentes, ajustando a temperatura para 21°C e recorrem ao ventilador nas horas diurnas, buscando um equilíbrio entre conforto e economia.

Perspectivas para o restante da temporada

Mesmo antes do início oficial do B-R-O Bró, a Equatorial Piauí já detectava um aumento na demanda. A empresa indica que, se as condições climáticas permanecerem semelhantes, o consumo poderá seguir crescendo, pressionando ainda mais as redes de distribuição e os orçamentos familiares. Por isso, investir em manutenção preventiva dos aparelhos e observar os horários de pico são medidas essenciais para minimizar impactos durante os meses mais quentes.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.