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1 novembro 2026

Tarcísio de Freitas pede mudanças constitucionais para avançar reformas fiscais e judiciárias

Tarcísio de Freitas declara que mudar a Constituição é condição para reformas; Flávio Bolsonaro reúne apoios e projeta maioria no Legislativo.

Tarcísio de Freitas pede mudanças constitucionais para avançar reformas fiscais e judiciárias

Na manhã da quarta-feira, 7 de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu a questionamentos sobre as proposições de Flávio Bolsonaro (PL) a respeito de alterações constitucionais. Em entrevista coletiva após participar de evento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) Tarcísio reforçou que o ajuste fiscal e a redução de despesas estatais só serão viáveis se o texto constitucional for revisado.

O argumento de Tarcísio: Constituição como eixo das reformas

Segundo o governador, “existem algumas mudanças que são necessárias“. Ele explicou que, para reforma fiscalreforma judiciária ou reforma políticaalgum ponto da Constituição precisará ser modificado. “Se você quer fazer reforma fiscal, provavelmente vai ter que mudar alguma coisa na Constituição; se vai fazer reforma judiciária, vai precisar fazer alguma mudança na Constituição; reforma política, vai precisar fazer alguma mudança na Constituição”, afirmou.

Tarcísio ainda ressaltou a importância de um ajuste fiscal que permita a queda dos juros e, posteriormente, a redução de impostos sobre empresas. Embora não tenha detalhado quais artigos pretendem ser alterados, ele garantiu que o Congresso eleito está amplamente alinhado com essa agenda, descrevendo-o como um “facilitador” para a aprovação das mudanças.

Flávio Bolsonaro ganha apoio e projeta maioria no Legislativo

No dia terça-feira, 6 em Goiânia, o senador Flávio Bolsonaro recebeu o endosso formal de Ronaldo Caiado (ex-governador de Goiás, PSD). O candidato anunciou que a direita terá maioria no Congresso a partir de 2027, suficiente para eleger os presidentes da Câmara e do Senado e, assim, “mudar a Constituição“. Em discurso, Flávio invocou a necessidade de “redemocratizar esse País” para que as instituições voltem a respeitar os limites constitucionais.

Além de Caiado, outros blocos como a federação União Brasil-PP, os partidos Republicanos e Novo, e possivelmente o Podemos, sinalizaram apoio à candidatura de Flávio para o segundo turno. Esses acordos reforçam a estratégia de utilizar a maioria prevista no Legislativo para viabilizar a chamada “reforma constitucional“.

Durante o mesmo ato, Flávio também abordou propostas de segurança pública, defendendo a redução da maioridade penal e a implantação de “castração química” para estupradores. Ele reforçou ainda que apoiará a PEC que proíbe a reeleição, destacando que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não deve concorrer ao Planalto em 2030.

Implicações para o cenário político nacional

As declarações de Tarcísio e Flávio revelam uma convergência de discursos entre o Executivo paulista e a direita nacionalista. Enquanto o governador aponta o Congresso como aliado para ajustes econômicos, o senador aposta na força de uma maioria legislativa para conduzir mudanças estruturais na Constituição. Esse alinhamento pode transformar a disputa eleitoral em um debate sobre a amplitude das reformas constitucionais e seu impacto nas políticas fiscais, judiciais e sociais.

Em paralelo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participou da coletiva de imprensa ao lado de Tarcísio, indicando que a capital também acompanha de perto as discussões sobre o futuro constitucional do país. O cenário, portanto, aponta para uma fase de intensas negociações entre partidos e lideranças, com o Constituição no centro das estratégias de campanha para o segundo turno.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.