Faltando apenas 12 dias para a segunda volta das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um pacote de medidas voltado ao Microempreendedor Individual (MEI). Entre os benefícios, está o perdão de dívidas, a possibilidade de receber um Pix de R$ 5 mil e a elevação do limite de faturamento para enquadramento no regime MEI. A iniciativa foi percebida como um último intento de afastar o eleitorado do rival, o senador Flávio Bolsonaro cujo partido é o PL.
Benefícios ao MEI e reação dos municípios
A proposta de Lula atingiu, sobretudo, municípios onde a proporção de empreendedores individuais é elevada. Nesses locais, a maioria dos eleitores demonstrou apoio ao candidato do PL nas primeiras votações. A estratégia visou criar um vínculo econômico direto com esses votantes, oferecendo-lhes alívio imediato das dívidas e um impulso de capital. Contudo, a curta distância temporal entre o anúncio e o segundo turno limitou a capacidade de transformar a medida em um fator decisivo de mudança de opinião.
Panorama das pesquisas para o segundo turno
Um agregador de pesquisas nacional, elaborado em parceria com consultoria especializada, divulgou, na manhã de 13 de outubro de 2026 os últimos números referentes ao duelo presidencial. Segundo a consolidação dos levantamentos de institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas e outros, Flávio Bolsonaro aparece com 48% de intenção de voto margem que varia entre 46% e 50%. Luiz Inácio Lula da Silva registra 45% de apoio, dentro de um intervalo de 43% a 47%. Aproximadamente 8% dos entrevistados ainda não definiram candidato.
Impacto da diferença de três pontos nas urnas
Embora a disparidade pareça pequena, em uma disputa tão acirrada, três pontos podem representar centenas de milhares de votos. A margem favorece o candidato do PL, que já havia liderado o primeiro turno com 2,2 milhões de votos a mais que o presidente. A combinação de apoio nos municípios com alta densidade de MEIs e a liderança nas pesquisas sugere que a medida anunciada por Lula não foi suficiente para inverter a tendência favorável a Bolsonaro.
Em síntese, a tentativa presidencial de utilizar políticas de microcrédito como lastro eleitoral chega ao fim com resultados ainda incertos. Enquanto o eleitorado permanece dividido, o próximo passo será a campanha dos últimos 12 dias período decisivo para consolidar alianças e transformar promessas em votos.



