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1 novembro 2026

Janja ataca Flávio Bolsonaro e alerta sobre riscos ao Brasil

Janja lança ofensiva contra Flávio Bolsonaro, apontando riscos à família, ao trabalho e aos direitos sociais antes do segundo turno

Janja ataca Flávio Bolsonaro e alerta sobre riscos ao Brasil

O primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, 4 de outubro, terminou sem a maioria absoluta, levando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao confronto definitivo marcado para 25 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 47,03% dos votos válidos para Bolsonaro – cerca de 56.103.033 eleitores – e 45,16% para Lula, equivalentes a 53.870.724 votos. Até as 23h21, 99,99% das urnas já haviam sido totalizadas.

Com a disputa se encaminhando para o segundo turno a primeira-dama Janja Lula da Silva intensificou sua campanha nas redes sociais, acusando o adversário de promover medidas que, segundo ela, poderiam retroceder direitos conquistados. Em um vídeo divulgado na última semana, Janja repetiu a frase: “2º turno é um novo jogo” indicando que a fase final será decisiva para o futuro do país.

A ofensiva da primeira-dama: direitos trabalhistas e sociais em xeque

Janja ressaltou que Flávio Bolsonaro pretende “enterrar” o fim da escala 6 × 1 defendendo uma jornada que poderia estender o trabalho para sete dias seguidos. “Sabe o fim da escala 6 × 1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que você descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que você trabalhe sete dias por semana”, afirmou a primeira-dama, usando o tom de alerta para reforçar a importância do descanso semanal.

Além da questão da jornada, Janja mencionou a possibilidade de extinção do programa Farmácia Popular caso Bolsonaro venha a ocupar a presidência. Ela também vinculou o candidato a um suposto aumento no acesso a armas e a um retrocesso nos direitos das mulheres, citando declarações anteriores nas quais dizia que votar em Flávio seria “permitir que mulheres sejam silenciadas”.

Posicionamento de Flávio Bolsonaro após o primeiro turno

Em coletiva de imprensa realizada às 21h40 no Hotel Renaissance localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro comemorou a Vitória parcial, destacando que “o Brasil quer mudança”. O senador lembrou que quase 56 milhões de brasileiros confiam nele para “um governo moderno, com menos ministérios” e enfatizou seu compromisso de acabar com a reeleição, declarando: “eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição”.

Ele ainda prometeu indicar ao menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal garantindo que não interferirão nas eleições. Bolsonaro projetou que, em duas semanas o país terá a oportunidade de responder de forma definitiva ao pedido de mudança popular.

Lula e a estratégia para o duelo final

Lula, que discursou por volta das 21h40 também, agradeceu o apoio e reconheceu que esperava vencer no primeiro turno. Contudo, enfatizou que “o segundo turno é a hora da prova dos nove” e que aproveitará o período restante – “a partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha” – para reforçar a visão de um Brasil que não pode retroceder. Em suas palavras, o adversário representa “uma biografia de um passado tenebroso”, enquanto o PT oferece um horizonte de continuidade nas conquistas sociais.

Entre as referências feitas por Janja, destaca-se o episódio de setembro em Belém, onde ela comparou Flávio Bolsonaro a “Bozo filho” e reforçou a diferença entre as trajetórias políticas das duas famílias. Essa batalha de narrativas deve permanecer intensa até o dia 25 de outubro, quando o eleitor terá a última palavra.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.