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1 novembro 2026

Lobisca afirma possuir documentos e recusa silêncio diante das alegações presidenciais

Roberta Luchsinger aponta documentos, acusa o presidente de difamação e explica o silêncio devido a processos sigilosos.

Lobisca afirma possuir documentos e recusa silêncio diante das alegações presidenciais

Nos últimos meses, a relação entre a empresária Roberta luchsinger e o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, tem sido alvo de investigações intensas. Bancos, autoridades policiais e o Ministério Público abriram inquéritos que tramitam sob segredo de justiça analisando supostas intermediações envolvendo contratos de até R$ 1 bilhão e pagamentos de R$ 626 milhões ligados ao setor de saúde. Em meio a mandados de busca, bloqueios de bens e uso de tornozeleira eletrônica, a lobista decidiu romper o silêncio e levar ao público parte das acusações que a cercam.

Redes sociais: a declaração de Roberta Luchsinger

No domingo, 18 de outubro de 2026, Luchsinger utilizou seu perfil no Instagram para publicar um vídeo contendo trechos de sua entrevista de TV. No texto que acompanhou o post, repetiu a frase “Falei porque estou munida de provas” e acrescentou que “o que eu disse não foi nem 1% do que eu sei“. A empresária explicou que a restrição de revelar mais detalhes decorre de três inquéritos que permanecem sob segredo de justiça. Segundo ela, tudo o que foi mencionado nas entrevistas já está registrado nos processos judiciais, reforçando que não está “louca” e que sua intenção não é tumultuar o cenário, mas simplesmente rejeitar o silêncio imposto.

Entrevista televisiva e acusações ao presidente

Na noite de sábado, 17 de outubro de 2026, Luchsinger concedeu entrevista exclusiva a uma emissora nacional. Durante a conversa, confirmou que apresentava o empresário Antônio Camilo Antunes ao filho do presidente em situações sociais mas negou ter intermediado qualquer negociação envolvendo canabidiol ou contratos de R$ 626 milhões com o Ministério da Saúde. A lobista relatou ainda que tem recebido, diariamente, cerca de 50 ameaças de morte, inclusive contra as suas duas filhas, cujas redes sociais teriam sido invadidas com mensagens de violência sexual. Ela descreve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como responsável por ampliar a hostilidade ao chamá-la de “pilantra”, afirmando que tal posicionamento incentiva agressões e que ainda há investigações que apontam tentativa de uso da “máquina pública” para difamá-la.

Posição oficial da Presidência da República

Em resposta às alegações, a Secretaria de Comunicação Social do Planalto publicou nota oficial declarando que o presidente desconhece os fatos relatados por Luchsinger. O documento afirma que Luiz Inácio Lula da Silva “jamais manteve qualquer interlocução” com a empresária e que não há nenhum contrato firmado entre o governo federal e ela. Além disso, a nota ressalta que o timing das declarações – próximas ao segundo turno das eleições – é suspeito e pode representar uma tentativa irresponsável de “tumultuar o processo democrático” e influenciar a opinião pública. O Planalto aponta ainda que, em processos eleitorais anteriores, denúncias sem comprovação foram usadas como instrumentos de manipulação, reiterando que a situação atual segue esse padrão.

O conjunto de declarações, tanto da empresária quanto da Casa Civil, mantém o foco nos inquéritos ainda em curso, nos quais ainda não há conclusões definitivas. Enquanto Luchsinger insiste que possui documentos que poderiam elucidar as supostas ligações entre seu cliente e o filho do presidente, a Presidência mantém a linha de negação e alerta para possíveis tentativas de desestabilizar o pleito. O desenrolar dos processos judiciais, especialmente os que tramitam sob sigilo deverá indicar se haverá, ao final, responsabilização ou simples ruptura de rumores políticos.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.