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1 novembro 2026

Entrevista de Flávio Bolsonaro: nega golpe de 8/1, defende fim da escala 6×1

Flávio Bolsonaro recusa a ideia de golpe, apoia nova jornada de trabalho e promete combate ao crime

Entrevista de Flávio Bolsonaro: nega golpe de 8/1, defende fim da escala 6x1

Na noite da última sexta-feira (16), o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro foi submetido a uma entrevista de aproximadamente quarenta minutos pela TV Globo. O momento serviu para que o senador esclarecesse sua postura sobre o episódio de 8 de janeiro de 2023, a proposta de extinção da escala 6×1 e as suas ideias em relação ao combate ao crime organizado.

Negação do golpe e defesa do pai

Quando questionado sobre a invasão de prédios públicos na Esplanada dos Ministérios, Flávio Bolsonaro descreveu a ação como “não tentativa de golpe”, classificando o julgamento que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão como uma “farsa”. O candidato afirmou que a presença de uma senhora com Bíblia não representava tentativa de ruptura institucional. Ao mesmo tempo, reiterou que seu pai é um perseguido político e que a história provará a inocência da família.

Escala 6×1, desarmamento e crime organizado

Durante o mesmo painel, Flávio mudou de ideia em relação à escala 6×1. Após ouvir trabalhadores de diferentes regiões, declarou apoio à medida aprovada no Senado, dizendo que “eu sempre defendi mais liberdade, inclusive para os trabalhadores montarem sua jornada de trabalho”. Ele ainda prometeu manter o restante da legislação trabalhista. No que tange ao direito ao arma, o candidato criticou a lei de desarmamento, alegando que “as armas estão nas mãos das pessoas erradas”. Sem detalhar medidas, sugeriu a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como organizações narcoterroristas.

Relações familiares, financeiro e planos econômicos

Flávio também abordou a polêmica envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Negou ter cometido irregularidade ao solicitar R$ 130 milhões ao empresário, ressaltando que o dinheiro teria sido destinado ao suposto financiamento do filme Dark Horse. Quanto ao irmão Eduardo Bolsonaro que reside nos Estados Unidos, o candidato afirmou que ele é um perseguido político e que, caso eleito, não ocupará o Ministério das Relações Exteriores.

Na esfera econômica, o senador propôs a venda de imóveis públicos abandonados para reduzir uma dívida da União que supera R$ 200 bilhões. Além disso, prometeu arrecadar “R$ 100 bilhões de largada” com a exploração da margem equatorial, embora a própria Petrobras indique início apenas em 2033. Também sugeriu a extinção de pelo menos dez ministérios, citando corte de cargos em comissão durante a gestão de seu pai – embora dados mostrem aumento de contratações entre 2019 e 2022.

Posicionamento sobre reeleição e futuro político

O candidato reafirmou sua intenção de eliminar a possibilidade de reeleição presidencial. Propôs apresentar ao Congresso uma proposta de emenda constitucional que vedaria a reeleição e impediria que parentes até o terceiro grau do presidente concorram ao cargo imediatamente depois. Não especificou se mudaria a duração do mandato. Por fim, ressaltou que, apesar de ter acumulado 23 anos de experiência legislativa, não sente “apego ao poder”.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.